socorro, estou à beira dum ataque de nervos...
Em Abril chega a Margarida, se Deus quiser.
Até lá, tenho que habituar a Beatriz a dormir sózinha. Como, pergunto eu?? COMO???
Já tentei tudo.
Estou desesperada....
Começei por adormecê-la sózinha, sem ficar perto dela. Sento-me num banquinho, perto da cama, conto a história do capuchinho vermelho, apago a luz, fica só a de presença, e ela ali fica. Fica ela e eu!!! Quando sinto que as coisas estão sossegadas, saio de gatas, para ela não me ver.
Dorme uma hora a sono pesado... depois vem o tormento. Choro, chamamentos, mamã.. mamã.. eu digo-lhe para se acalmar, e nada... começa por perder a chucha, e depois é um tirinho até começar a berrar. Ontem, disse para mim mesma, não vais ser mais teimosa do que eu... e frases como:
- Beatriz a mamã está a dormir na caminha dela, a Beatriz tem a dela,
-Chiuuuu!!!!
eu sei lá
até duas palmadas lhe dei no rabo (ela usa fraldas) e nada... ainda fica o conflito mais exaltado. Não sou apologista de bater, mas já ouvi tantas histórias que talvez pudesse resolver a questão, mas nem isso.
Ela dorme com o Noddy, com os bebés todos, com a luz de presença... e nada, nada a acalma... só o simples estender do braço e sentir que não está lá ninguém, faz com que acorde e começe a berrar.
Ontem, foi da meia-noite ás 3 da manhã. Eu deitava-a, sossegava-a, e saía, pé ante pé, apenas quando pressentia que já devia estar a dormir, mas quando estava a chegar à minha cama já estava ela a começar a tossir, para abrir o berreiro... voltava eu, a dizer que não podia ser, e passámos a noite assim...quando finalmente consegui estender-me na minha cama, nem 5m tinha passado, e começou ela a berrar outra vez, e pensei, agora não vou lá... chorou, chorou... e eu já não sabia se havia de continuar na minha firmeza se havia de a consolar, como acabei sempre por fazê-lo. Se ao menos ela quebrasse ao fim duma hora... mas nada... tem um feitio... passa uma hora, passam duas horas e continuamos na mesma, ela soluça de enervada que está e eu tenho de fazer um esforço para não me exceder. E entre pensamentos, se haveria de ir lá outra vez ou não, se haveria de acabar com o tormento e acalmá-la deitando-me com ela, na cama dela... pensava nos vizinhos, pensava que já eram 3 da manhã e nada... e que a estava atormentar com a porcaria de ter dormir sózinha, sinto os passinhos dela, pelo corredor, lá vinha ela, como costuma vir quando acorda de manhã, em direcção a mim, agarrada a um dos bebés, mas agora, em vez de me dizer «bom dia mamã», trazia os olhitos inchados de falta de descanso e de choro, chegou-se a mim... e eu abri os braços e puxei-a, e ali dormimos mais uma vez, ela quase em cima de mim, não fosse eu ter ideias de sair do pé dela.
Hoje, estávamos a cair de sono as duas.
Fui pedir desculpa aos vizinhos de cima, por não os ter deixado dormir. Muito delicadamente disseram que nada tinham ouvido. Òptimo, terei margem de manobra para ser firme. Mas até quando conseguirei ser firme? valerá a pena...
1 Comments:
Quiçá...dizendo-lhe que ela é responsável, crescida...dar-lhe valores tipicos de mais velhos...pode ser que...
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